Música para Todos: Acessibilidade nos Teclados Musicais Já!


Música para Todos: Acessibilidade nos Teclados Musicais Já!
O problema
A música é uma linguagem universal que transcende barreiras. Ela nos conecta, nos emociona e nos dá voz. Mas, para músicos cegos e com deficiência visual, o direito de tocar, criar e viver da música está sendo ameaçado.
Grandes fabricantes como Yamaha, Roland, Korg e Ketron estão adotando a tecnologia de telas sensíveis ao toque (touch screen) em seus teclados musicais — arranjadores/workstations, sintetizadores e pianos digitais. Embora visualmente atrativos, esses instrumentos estão se tornando inacessíveis para quem depende do tato e de recursos de acessibilidade para operá-los plenamente.
Essa exclusão tecnológica não é apenas uma questão de design ou mercado; é uma violação de direitos. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário, garante o acesso igualitário às tecnologias. Além disso, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), determina que produtos, serviços e ambientes devem ser acessíveis a todas as pessoas, incluindo aquelas com deficiência.
Apesar dos avanços tecnológicos que poderiam beneficiar a todos os músicos, muitos fabricantes optam por ignorar a acessibilidade. A eliminação progressiva de botões físicos, aliada à ausência de integração com leitores de tela e outras soluções inclusivas, transforma os teclados musicais em barreiras, ao invés de pontes.
A busca por modelos de teclados que operem de forma semelhante aos lançamentos do passado — com botões físicos e baseados na memorização — tem se tornado cada vez mais difícil. Essa escassez restringe severamente as opções para músicos cegos que dependem desses recursos. Na linha de teclados arranjadores Yamaha, por exemplo, o SX600 é o único modelo atual sem tela touch.
Além disso, é equivocado presumir que músicos com deficiência visual não almejam ou não têm interesse em teclados profissionais, muitas vezes mais caros, devido a uma suposta limitação financeira. Muitos desses músicos desejam e precisam investir em instrumentos de alto desempenho para alcançar seus objetivos artísticos e profissionais. Privá-los de acessibilidade nesses modelos mais avançados não apenas fere seus direitos, mas também limita suas possibilidades de expressão e evolução na música.
Para músicos cegos, os teclados não são apenas instrumentos; são ferramentas de trabalho, meios de expressão e sustento. Hoje, no entanto, tarefas simples como selecionar um timbre ou ajustar configurações tornaram-se desafios quase intransponíveis. Imagine um músico apaixonado por sua arte, impedido de programar um ritmo em um teclado arranjador ou criar timbres em um sintetizador digital, porque simplesmente não há acessibilidade para interagir com uma tela touch. Pense em todas as histórias que poderiam ser contadas através da música, mas que estão sendo silenciadas pela falta de empatia e compromisso com a inclusão.
Isso precisa mudar. Exigimos que as grandes marcas:
- Implementem tecnologias acessíveis em todos os seus modelos e categorias de teclados.
- Garantam que futuros lançamentos respeitem as normas de acessibilidade, com soluções como leitores de tela integrados ou o acesso ao instrumento por meio de aplicativos acessíveis.
- Dialoguem com músicos cegos para desenvolver produtos verdadeiramente inclusivos.
A música pertence a todos. Não deixe que a exclusão silencie aqueles que a fazem brilhar. Junte-se a nós nesta petição para exigir acessibilidade nos teclados musicais.
Assine e compartilhe. Vamos fazer barulho por um mundo onde todos possam tocar e ser ouvidos!
English
Music for All: Accessibility in Musical Keyboards Now!
Music is a universal language that transcends barriers. It connects us, moves us, and gives us a voice. But for blind and visually impaired musicians, the right to play, create, and live through music is under threat.
Major manufacturers like Yamaha, Roland, Korg, and Ketron are increasingly adopting touchscreen technology in their musical keyboards — including arrangers/workstations, synthesizers, and digital pianos.
While visually appealing, these instruments are becoming inaccessible to those who rely on tactile interaction and accessibility features to fully operate their equipment.
This technological exclusion is not just a design or market issue; it is a violation of rights. The United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities, ratified by many countries worldwide, guarantees equal access to technology. Furthermore, many national laws, such as Brazil’s Law of Inclusion (No. 13.146/2015), mandate that products, services, and environments must be accessible to all people, including those with disabilities.
Despite technological advancements that could benefit all musicians, many manufacturers choose to overlook accessibility. The gradual removal of physical buttons, combined with the lack of integration with screen readers and other inclusive solutions, is turning musical keyboards into obstacles instead of tools for creation.
Finding new keyboard models that work similarly to older releases — featuring physical buttons and tactile controls — is becoming increasingly difficult. This scarcity is concerning, as it severely limits options for blind musicians who depend on these features to play and compose music. For example, Yamaha's arranger keyboard line currently offers only one model, the SX600, that does not rely on touch screens.
Additionally, it is misguided to assume that visually impaired musicians do not aspire to own or use professional-grade keyboards, which are often more expensive, due to a presumed lack of financial means. Many of these musicians have both the desire and the need to invest in high-performance instruments to achieve their artistic and professional goals. Denying them accessibility in advanced models not only violates their rights but also stifles their potential for musical expression and growth.
For blind musicians, keyboards are more than instruments; they are tools of expression, creativity, and livelihood. Yet today, even simple tasks like selecting a tone or adjusting settings have become nearly impossible. Imagine a passionate musician unable to program a rhythm on an arranger keyboard or create custom sounds on a synthesizer because there is no accessible way to interact with a touch screen. Think about the countless stories that could be told through music but are being silenced by a lack of empathy and commitment to inclusion.
This must change. We urge major manufacturers to:
- Incorporate accessible technology into all models of musical keyboards.
- Ensure future releases comply with accessibility standards, integrating solutions like built-in screen readers or accessible mobile apps.
- Engage directly with blind musicians and advocacy groups to design genuinely inclusive products.
Music belongs to everyone. Don’t let exclusion silence those who make it shine. Join us in this petition to demand accessibility in musical keyboards.
Sign and share. Together, we can make a world where everyone can play and be heard!**

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O problema
A música é uma linguagem universal que transcende barreiras. Ela nos conecta, nos emociona e nos dá voz. Mas, para músicos cegos e com deficiência visual, o direito de tocar, criar e viver da música está sendo ameaçado.
Grandes fabricantes como Yamaha, Roland, Korg e Ketron estão adotando a tecnologia de telas sensíveis ao toque (touch screen) em seus teclados musicais — arranjadores/workstations, sintetizadores e pianos digitais. Embora visualmente atrativos, esses instrumentos estão se tornando inacessíveis para quem depende do tato e de recursos de acessibilidade para operá-los plenamente.
Essa exclusão tecnológica não é apenas uma questão de design ou mercado; é uma violação de direitos. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário, garante o acesso igualitário às tecnologias. Além disso, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), determina que produtos, serviços e ambientes devem ser acessíveis a todas as pessoas, incluindo aquelas com deficiência.
Apesar dos avanços tecnológicos que poderiam beneficiar a todos os músicos, muitos fabricantes optam por ignorar a acessibilidade. A eliminação progressiva de botões físicos, aliada à ausência de integração com leitores de tela e outras soluções inclusivas, transforma os teclados musicais em barreiras, ao invés de pontes.
A busca por modelos de teclados que operem de forma semelhante aos lançamentos do passado — com botões físicos e baseados na memorização — tem se tornado cada vez mais difícil. Essa escassez restringe severamente as opções para músicos cegos que dependem desses recursos. Na linha de teclados arranjadores Yamaha, por exemplo, o SX600 é o único modelo atual sem tela touch.
Além disso, é equivocado presumir que músicos com deficiência visual não almejam ou não têm interesse em teclados profissionais, muitas vezes mais caros, devido a uma suposta limitação financeira. Muitos desses músicos desejam e precisam investir em instrumentos de alto desempenho para alcançar seus objetivos artísticos e profissionais. Privá-los de acessibilidade nesses modelos mais avançados não apenas fere seus direitos, mas também limita suas possibilidades de expressão e evolução na música.
Para músicos cegos, os teclados não são apenas instrumentos; são ferramentas de trabalho, meios de expressão e sustento. Hoje, no entanto, tarefas simples como selecionar um timbre ou ajustar configurações tornaram-se desafios quase intransponíveis. Imagine um músico apaixonado por sua arte, impedido de programar um ritmo em um teclado arranjador ou criar timbres em um sintetizador digital, porque simplesmente não há acessibilidade para interagir com uma tela touch. Pense em todas as histórias que poderiam ser contadas através da música, mas que estão sendo silenciadas pela falta de empatia e compromisso com a inclusão.
Isso precisa mudar. Exigimos que as grandes marcas:
- Implementem tecnologias acessíveis em todos os seus modelos e categorias de teclados.
- Garantam que futuros lançamentos respeitem as normas de acessibilidade, com soluções como leitores de tela integrados ou o acesso ao instrumento por meio de aplicativos acessíveis.
- Dialoguem com músicos cegos para desenvolver produtos verdadeiramente inclusivos.
A música pertence a todos. Não deixe que a exclusão silencie aqueles que a fazem brilhar. Junte-se a nós nesta petição para exigir acessibilidade nos teclados musicais.
Assine e compartilhe. Vamos fazer barulho por um mundo onde todos possam tocar e ser ouvidos!
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Music for All: Accessibility in Musical Keyboards Now!
Music is a universal language that transcends barriers. It connects us, moves us, and gives us a voice. But for blind and visually impaired musicians, the right to play, create, and live through music is under threat.
Major manufacturers like Yamaha, Roland, Korg, and Ketron are increasingly adopting touchscreen technology in their musical keyboards — including arrangers/workstations, synthesizers, and digital pianos.
While visually appealing, these instruments are becoming inaccessible to those who rely on tactile interaction and accessibility features to fully operate their equipment.
This technological exclusion is not just a design or market issue; it is a violation of rights. The United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities, ratified by many countries worldwide, guarantees equal access to technology. Furthermore, many national laws, such as Brazil’s Law of Inclusion (No. 13.146/2015), mandate that products, services, and environments must be accessible to all people, including those with disabilities.
Despite technological advancements that could benefit all musicians, many manufacturers choose to overlook accessibility. The gradual removal of physical buttons, combined with the lack of integration with screen readers and other inclusive solutions, is turning musical keyboards into obstacles instead of tools for creation.
Finding new keyboard models that work similarly to older releases — featuring physical buttons and tactile controls — is becoming increasingly difficult. This scarcity is concerning, as it severely limits options for blind musicians who depend on these features to play and compose music. For example, Yamaha's arranger keyboard line currently offers only one model, the SX600, that does not rely on touch screens.
Additionally, it is misguided to assume that visually impaired musicians do not aspire to own or use professional-grade keyboards, which are often more expensive, due to a presumed lack of financial means. Many of these musicians have both the desire and the need to invest in high-performance instruments to achieve their artistic and professional goals. Denying them accessibility in advanced models not only violates their rights but also stifles their potential for musical expression and growth.
For blind musicians, keyboards are more than instruments; they are tools of expression, creativity, and livelihood. Yet today, even simple tasks like selecting a tone or adjusting settings have become nearly impossible. Imagine a passionate musician unable to program a rhythm on an arranger keyboard or create custom sounds on a synthesizer because there is no accessible way to interact with a touch screen. Think about the countless stories that could be told through music but are being silenced by a lack of empathy and commitment to inclusion.
This must change. We urge major manufacturers to:
- Incorporate accessible technology into all models of musical keyboards.
- Ensure future releases comply with accessibility standards, integrating solutions like built-in screen readers or accessible mobile apps.
- Engage directly with blind musicians and advocacy groups to design genuinely inclusive products.
Music belongs to everyone. Don’t let exclusion silence those who make it shine. Join us in this petition to demand accessibility in musical keyboards.
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Abaixo-assinado criado em 22 de janeiro de 2025